Todo carnaval tem seu fim, e pelo que se nota nos últimos tempos, toda longa parceria de patrocínio esportivo também tem seu fim. Após 27 temporadas sendo a principal patrocinadora, a rede varejista Target decidiu encerrar seu vínculo com a equipe Chip Ganassi na Fórmula Indy.
Desconfiei de que algo estaria estranho lá no começo do ano, se iniciando o campeonato. O carro 9, pilotado por Scott Dixon, vinha com layout composto do vermelho e os tradicionais alvos-símbolo da Target predominante na carenagem. Contudo possuía desenhos de raios amarelos, típico dos bólidos dos anos 1990, época de maior dominação da equipe, com títulos de Montoya, Zanardi e Vasser.
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| O layout da última temporada da Chip Ganassi Racing com os alvos da Target |
Todas as parcerias citadas tiveram pelo menos 25 anos de duração e se encerraram na última década. Mudanças de patrocínios sempre foram comuns no esporte, mais intensamente no período recente. Mas quando um elo tão duradouro finda é difícil para o fã imediatamente se acostumar com a nova disposição gráfica, ainda mais sendo uma equipe de corrida, na qual quando o patrocínio muda, as formas e cores são bem distintas.
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| Em '96 Jimmy Vasser ganha o primeiro título da parceria Target - Chip Ganassi |
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| Dario Franchitti foi campeão pela Ganassi e venceu as 500 milhas de Indianápolis com o carro 50 em vez do 10, em ação de marketing pelo aniversário de cinquenta anos da rede varejista |
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| Eddie Cheever foi o primeiro a conduzir o carro da Chip Ganassi com id. visual da Target, em 1990. Carro branco, com o alvo-símbolo tomando a maior parte do bólido |
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| Na temporada 1993 Arie Luyendyk conduz o carro com layout já predominantemente vermelho e com detalhes em preto nas laterais e aerofólio traseiro, tendo o número em amarelo |
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| Alex Zanardi conduz o carro com o carro vermelho e raios amarelos, dos tempos dominantes da equipe Ganassi, na temporada 1998 com o número 1, direito adquirido pelo título de 97 |
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| Em 2000 as 500 milhas pertenciam à IRL, cisão da Champ Car. Nesta edição a Ganassi fez participação na categoria apenas nessa prova e venceu, com Juan Pablo Montoya usando o layout vencedor |
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| Na mesma temporada 2002, uma participação nas 500 milhas e Bruno Junqueira pilota o carro com uma faixa vermelha na altura da saída de ar, para se diferenciar do carro de Brack |
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| Na metade da década de 2000 o vermelho volta a prevalecer nas máquinas, contudo o carro de Scott Dixon para se diferenciar do de Franchitti usava mais pontos em branco |
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| Em 2012 em Indianápolis o carro 10 virou 50 e Franchitti venceu. Nessa época os carros da Indy mudaram seu desenho de chassi e os alvos ficaram posicionados nas extremidades laterais |
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| O carro de Dixon coberto de estrelas de papel para comemorar seu campeonato em 2008 |
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| A coroa do vencedor da Indy 500 sobre o carro 50. E ficou massa a adaptação do número, tendo o símbolo no lugar do número zero |
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| Na década de 2010 a equipe Ganassi lançou mão de patrocinadores masters alternativos em algumas corridas, mesmo assim a presença da Target era forte |
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| Nas corridas disputadas na cidade canadense de Toronto, o layout era quase sempre esse - símbolo da Target, um coração, e a folha de plátano |






















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